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PROCESSO DE PARCERIA com OPERADORES LOGÍSTICOS DE TERCEIRA PARTE
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PROCESSO de PARCERIA com OPERADORES LOGÍSTICOS de TERCEIRA PARTE
1. IDENTIFICAR NECESSODADES DE TERCEIRIZAR A LOGÍSTICA
* Reconhecer problemas(s) ou oportunidade.
* Obter aprovação da alta administração.
* Formalizar a equipe de compras.
* Instituir um canal de comunicação a administração operacional.
2. DESENVOLVER ALTERNATIVAS VIÁVEIS
* Usar informações internas, experiência e conhecimento.
* Contratar perito externo e / ou obter visão do fornecedor.
3. AVALIAR E SELECIONAR FORNECEDORES
* Desenvolver Critérios e identificar prováveis fornecedores.
* Obter dados necessários.
* Avaliar e qualificar candidatos.
* Escolher fornecedor.
4. IMPLEMENTAR SERVIÇO
* Desenvolver Plano de transição.
* Fornecer treinamento para sustentar mudanças.
* Adoção dos serviços em fases.
5. AVALIAÇÃO CONTÍNUA DO SERVIÇO
* Usar metodologia qualitativa e quantitativa.
* Controle de desempenho e melhoria contínua.
* Intensificar relacionamento ou substituir fornecedor.
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RADIOFREQUÊNCIA (RFID)
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Este artigo tem a finalidade de pesquisar a tecnologia de rádio frequência identificado (RFID), sua história, desenvolvimento e aplicabilidade. Sem dúvida os inventores do código de barras, os americanos Norman Woodland e Bernard Silver, a mais de 50 anos, jamais poderiam imaginar a evolução desta tecnologia e os benefícios que trariam ao mundo. Apesar de a patente do código de barras ter sido concedida em 1952, o sistema só passou a ser utilizado comercialmente anos depois. O primeiro leitor de código de barras em um supermercado só foi instalado em 1974. Nestes últimos anos pesquisadores em tecnologia da informação inovaram o conceito de identificação, afirmam que em pouco tempo as etiquetas inteligentes farão parte de nosso cotidiano, estarão nos produtos que qualquer consumidor vier a comprar. Mario W. Cardullo requereu a patente para uma etiqueta ativa de rádio frequência identificado com uma memória regravável em 23 de janeiro de 1973. Nesse mesmo ano, Charles Walton, um empreendedor da California recebeu a patente por um transponder passivo usado para destravar uma porta sem a utilização de uma chave. Um cartão com um transponder embutido comunicava com um leitor/receptor localizado perto da porta. Quando o receptor detectava um número de identificação válido armazenado na etiqueta RFID, a porta era destravada através de um mecanismo. Hoje é uma das tecnologias mais discutidas, representa um grande salto e vem sendo utilizada em paralelo com outras onde há necessidade de rastreamento.
A tecnologia de radiofrequência foi inicialmente utilizada de forma rudimentar na Segunda Guerra Mundial, quando foi utilizada no controle de radares de aviões inimigos.
Os alemães descobriram que, se os pilotos girassem seus aviões quando estivessem etornando à base, iriam modificar o sinal de rádio que seria refletido de volta ao radar. Esse método simples alertava os técnicos responsáveis pelo radar quando se tratava de aviões alemães ou não. Essa técnica foi considerada o primeiro sistema passaivo de identificação automática por rádio frequência. [...] Posteriormente, os ingleses desenvolveram o primeiro identificador batizado como identify friend or foe (IFF). Foram instalados transmissores nos aviões britânicos e quando esses tranmissores recebiam sinais das estações de radar no solo, começavam a transmitir um sinal de resposta que identificava o aparelho como amigo, caso contrário, ele seria inimigo (PINHEIRO, 2006, p. 1).
A tecnologia se aperfeiçoou e ganha a confiança de empresas e instituições brasileiras. No Brasil se torna cada vez maior o número de projetos de automação na armazenagem, desde os mais simples, envolvendo apenas sistemas de separação de pedidos, passando por transelevadores, até os mais sofisticados em que toda operação tem um mínimo de intervenção humana. Os estudos iniciaram em 2004 apoiados por grandes corporações e também administrados pela GS1 que é ligada à Electronic Product Code - EPC global.
Associar os fluxos de conhecimento é mais difícil que adquirir um novo conhecimento é associá-lo coerentemente ao conhecimento tradicional para criar novas oportunidades de negócio. As organizações aprendem fazendo. Portanto, é crucial, que os altos executivos desenvolvam projetos específicos e pequenos. Os projetos são os portadores do novo aprendizado. Eles concentram a atenção da organização na solução dos problemas de associação do novo conhecimento ao antigo. As equipes de projeto com membros de várias disciplinas são imprescindíveis para o sucesso da aprendizagem e da aplicação daquilo que foi aprendido. O futuro não é o que acontecerá, o que está acontecendo. (PRAHALAD, 1999, p.40)
Na década de 90, engenheiros da IBM desenvolveram e patentearam um sistema de RFID baseado na tecnologia ultra high frequency (UHF). O UHF oferece um alcance de leitura muito maior, aproximadamente seis metros sobre boas condições, e transferência de dados mais velozes. Apesar de realizar testes com a rede de supermercados Wal-Mart, não chegou a comercializar essa tecnologia. Em meados de 1990, a IBM vendeu a patente para a Intermec, um provedor de sistemas de código de barras. Após isso, o sistema de RFID da Intermec tem sido instalado em inúmeras aplicações diferentes, de armazéns a cultivo. Mas a tecnologia era muito custosa comparada ao pequeno volume de vendas, e a falta de interesse internacional.
O RFID utilizando UHF teve uma melhora na sua visibilidade em 1999, quando o Uniform Code Concil, o EAN internacional, a Procter & Gamble e a Gillette se uniram e estabeleceram o Auto-ID1, dois professores, David Brock e Sanjay Sarma, têm realizado pesquisas para viabilizar a utilização de etiquetas de RFID de baixo custo em todos os produtos feitos e rastreá-los. A idéia consiste em colocar um número serial em cada etiqueta para manter o preço baixo, utilizando-se de um micro-chip simples que armazenaria apenas pouca informação. A informação associada ao número serial de cada etiqueta pode ser armazenada em qualquer banco de dados externo, acessível inclusive pela Internet.
O Brasil finalmente desperta para a aplicação de soluções que otimizem serviços de gerenciamento e controle em diversos setores da economia. Novas tecnologias apontam para a segurança e rastreabilidade de produtos. O próprio governo federal percebeu isso e decidiu fazer sua parte com a criação do sistema de identificação, rastreamento e autenticação de mercadorias, em 2009. Outro importante passo foi dado com a recente determinação da Anvisa de identificar todos os produtos do Sistema Nacional de Controle de Medicamentos com base em tecnologias de rastreamento.
A aplicação pioneira do sistema no Brasil nos remete a pelo menos cinco anos atrás, com a adoção do pedágio eletrônico em rodovias de São Paulo e Rio de Janeiro. Embora viva um ciclo de adaptação, em media de dez anos, como acontece com toda nova tecnologia, o sistema de RFID já enfrentou a fase de deslumbramento e desilusão, a exemplo dos celulares e da internet.
Com funções definidas, começa a apoiar setores fundamentais como o da saúde, por exemplo, hospitais começaram a adotar RFID ativo para identificar e localizar pacientes e membros da equipe, dispositivos RFID foram incorporados em pulseiras de identificação de pacientes para que o pessoal médico possa identificá-los eletronicamente antes de cirurgias, transfusões sanguíneas, e antes de administrar medicamentos. Além disso, sistemas foram implementados com o objetivo de localizar e acompanhar movimentos e fluxos de pacientes e de materiais através do hospital. Da mesma forma, a equipe médica recebe etiquetas RFID ativas incorporadas em crachás, a fim de recolher dados sobre presença e encontrar ineficiências nas operações hospitalares. Estes últimos tipos de sistemas têm sido implementadas principalmente em prontos socorros e centros cirúrgicos, que são locais onde há grandes volumes de pacientes e os riscos crescentes de erro médico.
Sua aplicação assegura a origem de um medicamento, além de gerenciar estoques e disponibilizar ferramentas de controle de entrada e saída de mercadoria. Por tratar-se de uma etiqueta inteligente, o sistema ainda pode ser rastreado em tempo real e gerenciado 24 horas por dia via web.

Figura 01- Bio Chip RFID para implante em pessoas comparado a um grão de arroz.
Fonte: Wikipédia
Vale destacar que no segmento, explorado por distribuidora de medicamentos, clínicas e hospitais, o Brasil não deixa nada a desejar em relação ao mercado internacional. A certificação desta informação são os cases apresentados no evento RFID Journal, realizado nos EUA, e que registrou a exposição de muitos produtos semelhantes aos brasileiros. A logística é outra área vital para a adoção do sistema, em especial no controle automatizado de produtos em portos secos. Em Itajaí, Santa Catarina, uma das mais importantes empresas aduaneiras operadoras de dry-port da região Sul, já utiliza soluções em RFID para gerenciamento de seu pátio, agilizando a distribuição dos contêineres e reduzindo custos nas atividades.

Figura 02- Pátio de containeres. Fonte: Rfid journal
Todas as empresas sejam industriais, comerciais, ou de serviços têm tido uma necessidade cada vez maior da tecnologia da informação em seus processos e apresentar-se ao mercado por diversos meios, incluindo a Internet. Os diversos argumentos apresentados nas literaturas atuais abordam o assunto da nova tecnologia ainda de forma a se preocupar com a movimentação de materiais, controle fiscal ou os processos logísticos. De maneira geral não fazem referência à aplicação do RFID no cotidiano dos cidadãos, exceto quando abrange o controle em unidade hospitalar para identificação do paciente ou de medicamentos ministrados, com implantação subcutânea, pulseiras ou crachá. Em parte, denotam que as atenções estão voltadas para melhoria das definições de frequência do chip para superar as instabilidades provocadas por alguns ambientes ou materiais onde as tag´s são fixadas, sendo esse um passo importante para a continuidade na implantação comercial da tecnologia.
É indiscutível que essa preocupação quanto a um modelo mundial único, assim como foi o problema enfrentado para implantação da transmissão de dados eletronicamente, que levou a diversas discussões até se chegar aos modelos atuais, tem que continuar. Entretanto a aplicação em uma frequência universal ainda parece estar longe da realidade. A tecnologia é dada como procedimento sem volta, as empresas ou os desenvolvedores acreditam no sucesso e no contínuo desenvolvimento. Já a aplicabilidade voltada à população em caráter pessoal, não abordada em momento algum, projetos para este fim. Podemos definir com a tecnologia, um histórico que compreende desde o nascimento até o óbito da pessoa. Vamos admitir que no início de uma gravidez, a genitora já tenha o seu chip, todos os exames, medicamentos e profissionais da saúde que fizeram o atendimento, estará registrado neste chip, após o nascimento o novo cidadão, recebe seu próprio chip contendo todo o histórico de filiação e os procedimentos efetuados em pré-parto, até o seu nascimento. A partir daí, este cidadão terá ao longo da sua vida todos os registros médicos, educacionais, trabalhistas, financeiros, lazer, etc. em um único cartão com o chip.
Isso pode mostrar um avanço significativo ao que se projeta para o cidadão neste momento. Em alguns países, se testa a carteira de identidade com chip, porém com dados limitados ao registro desta pessoa, ainda longe do citado acima.
O campo da pesquisa, em algum momento, elevará seus esforços para o aperfeiçoamento da tecnologia, buscando acima de tudo o controle individual de cada pessoa. Isso não significa que seremos obrigados ou que estaremos abrindo uma lacuna para controle absoluto do estado e sim da qualidade de vida de cada um. Muito se lê a respeito do supermercado do futuro que não terá caixas para efetuar a cobrança.
Não é só isso o importante, que precisa ser entendido. Imagine o varejo com o RFID funcionando devidamente na necessidade da companhia e essa extrair informações de consumo mensal dos seus clientes, informá-los de uma nova promoção com base neste consumo, dizer que na primeira semana ele costuma comprar tantos itens e que nesta mesma semana do mês seguinte, ele se esqueceu de um destes itens. A ação deste empresário pode ser uma indagação direta ao cliente: o senhor quer que mandemos entregar o produto faltante em sua compra semanal? Ou até, de forma simpática, comunicar o cliente que entre os itens adquiridos na última compra ou mês, ele não levou os produtos x, y e z, neste momento a análise direcionada para dados quantitativos e qualitativos como preço, qualidade, atendimento, consumo influenciam a tomada de decisão.
A infinidade de informações dirigidas e ainda não publicadas na cadeia impressiona.
“A expectativa é que a busca pela tecnologia RFID continue progredindo tendo em vista que os benefícios que ela oferece levam à redução de custos, aumento da agilidade e otimização de processos, características ainda mais essenciais face à perspectiva desafiadora do atual cenário econômico. [...]”
O princípio de funcionamento da tecnologia RFID é bastante simples, composto por um transceptor ou leitora que transmite uma onda de frequência de rádio através de uma antena para um transponder, mais conhecido por tag. Responde aos sinais de radiofreqüência de um leitor, retransmitindo as informações. O chip é divido em três partes. O próprio chip com seus componentes eletrônicos, antena conectada ao mesmo e a proteção do conjunto.

Figura 03– Comunicação leitor / transponder
Fonte: Pinheiro, 2006

Figura 04- Esquema simplificado
O leitor de RFID opera com a emissão do sinal de radiofrequência que é a fonte de energia que alimenta o chip, que por sua vez responde com o conteúdo da sua memória. Ao contrário de um leitor de código de barras, um RFID não necessita de contato visual com a etiqueta.

Figura 05- Tag
Vale destacar que no segmento, explorado por distribuidora de medicamentos, clínicas e hospitais, o Brasil não deixa nada a desejar em relação ao mercado internacional. A certificação desta informação são os cases apresentados no evento RFID Journal, realizado nos EUA, e que registrou a exposição de muitos produtos semelhantes aos brasileiros. A logística é outra área vital para a adoção do sistema, em especial no controle automatizado de produtos em portos secos. Em Itajaí, Santa Catarina, uma das mais importantes empresas aduaneiras operadoras de dry-port da região Sul, já utiliza soluções em RFID para gerenciamento de seu pátio, agilizando a distribuição dos contêineres e reduzindo custos nas atividades.

Figura 06- Estrutura típica de um transponder - Fonte: Pinheiro, 2006
3.1 Modelos de Tag´s (etiquetas)

O PowerG é um tag RFID que permite o rastreamento, de longo alcance e alto desempenho, de cargas e pallets, dos centros de distribuição até as lojas ou pontos de destino final. Os tags RFID PowerG são EPCglobal Class 1, compatíveis com dispositivos de altas taxas de leitura, mesmo na presença de materiais que frequência de rádio, tais como metais e líquidos.
Figura 07- Tag PowerG - Fonte: RFID Systems

O tag PowerP pode confiantemente rastrear pessoas com distâncias de até 20 metros (65 pés). O tag RFID PowerP pode ser usado para identificação por radiofrequência.
Figura 08- Tag PowerG Fonte: RFID Systems
Os laboratórios de acreditação em RFID são concedidos com base na NBR ISO / IEC 17025, de acordo com diretrizes estabelecidas pela International Laboratory Accreditation Cooperation (ILAC) e nos códigos de BPL da Organization for Econonic Cooperation and Development (OECD). Dentre as atividades de equipamentos de telecomunicações quanto à emissão e imunidade a radio interferência radiada, a câmara é preparada para atender a um determinado intervalo de frequência.
Calibração de fonte sonora de referência em câmara reverberante. Medição de ruído ambiental e de trabalho (ocupacional). Medição de coeficiente de absorção sonora em tubo de impedância com dois microfones, em câmaras reverberantes. Medição de emissão de potência sonora em câmara reverberante, em câmara semi-anecóica e in situ2. Medição de tempo de reverberação de salas. Medição de parâmetros de qualidade acústica de salas.
No Brasil são poucos os laboratórios que são homologados para efetuarem a acreditação das etiquetas, ou seja, se de fato ela obedece a um padrão de funcionamento, leitura e segurança. Estes laboratórios trabalham comercialmente, trata-se de um produto oferecido ao mercado.

Figura 09- Câmara semi-anecóica.
Fonte: CPqD- Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações

Figura 10- Equipamentos de controle da câmara
Fonte: CPqD- Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações
No mundo corporativo, a HP tem um projeto no Shopping Villa Olímpia, em São Paulo, batizado de Smart Shelf. Há uma espécie de totem, cujas prateleiras expõem cartuchos de impressoras. Os produtos têm etiquetas inteligentes, com chips, e o equipamento tem um leitor. É um nível de conexão idealizado quando começou a se pensar a “Internet das coisas” e que começa a aparecer.
O consumidor pode checar de casa se o cartucho que deseja está disponível, pois ele está de algum modo conectado à internet. Diversas iniciativas surgem em companhias como a Perdigão, Banco do Brasil, FedEx, fábrica da Honda em Manaus, trens da MRS e até centros de pesquisa na área.
Uma dessas iniciativas é o Faber Luber, uma entidade sem fins lucrativos de Curitiba. Eles pesquisaram a internet das coisas em áreas como a educação. Recentemente, desenvolveram um projeto em três estados brasileiros, chamado alfabetização digital para descobrir novas interfaces e juntar ensino e tecnologia. Há pouco tempo apresentaram um boneco que lê as sílabas que as crianças formam. Não é nenhuma inovação de ruptura, mas é interessante no objetivo.
O código eletrônico de produto (EPC) desenvolvido em 2002permitirá, por exemplo, a leitura de todos os produtos que se encontrarem dentro de um carrinho de supermercado de uma única vez. A tecnologia permite identificar qualquer objeto, pessoa ou animal por meio de sinais de rádio. A identificação se dá quando os sensores de RFID instalados, denominados de antenas, detectam a presença dos dispositivos, chamados de etiquetas (tag) ou chip, é um transponder miniaturizado, fixado nos objetos ou pessoas. Além de detectar a presença, o sistema pode efetuar a identificação individualmente, uma vez que cada uma possui um código numérico único. Dessa forma, identifica o objeto ao qual a tag está presa e rastreia o seu movimento.
Fabricados em silício se dividem em três tipos: tags passivas, que respondem ao sinal enviado pela base transmissora, semi passivas e as ativas, dotadas de bateria, que lhes permite enviar o próprio sinal. Soluções que utilizam etiquetas de identificação por radio frequência começam a se tornar comuns também aqui no Brasil. Os segmentos que trabalham com logística, se beneficiado diretamente. Suas áreas de aplicação são igualmente as mais variadas: setor público (controle de passaportes, identificação de ativos em bibliotecas), farmacêutico (autenticidade de produtos), automotivo (imobilizador eletrônico de motor), varejista (controle do fluxo de mercadoria), aéreo (identificação e movimentação de bagagens em aeroportos), médico-hospitalar (identificação de pacientes, controle da administração de medicamentos).
O RFID é uma poderosa e versátil tecnologia para identificar, rastrear e gerenciar uma enorme gama de produtos e pessoas.
Atualmente empresas desenvolvedoras de softwares fazem a customização final de acordo com a realidade de cada cliente, outras além de deterem o software possuem equipamentos como o portal de leitura, espécie de trave por onde passam todos os volumes para serem lidas as tag’s de uma única vez. O melhor aspecto desta tecnologia atualmente é a possibilidade de garantir, em toda a cadeia logística, a acuracidade dos dados referentes ao desenvolvimento de um determinado produto, a rastreabilidade e suas implicações para colocá-lo no mercado ao menor custo possível. Em um ambiente onde a competitividade, concorrência, qualidade e aceitação pelo cliente final são cada vez mais solicitadas, os custos de desenvolvimento, aquisição de matéria prima, produção, armazenagem, transporte e distribuição têm impacto direto no resultado positivo de lucro e sucesso do produto no mercado.
Por se tratar de uma tecnologia cujo início data a mais de cinquenta anos, não está claro o porquê do pouco avanço, se comparada com outras, ou ainda os motivos que retardaram a chegada ao nível em que ela se contra hoje.
A pesquisa ainda propiciou notar que existe um número significativo de empresas que não tem o código curto interno atrelado ao código de barras do fornecedor, por vezes o próprio fornecedor não dispõe do código para identificar seus produtos. Na outra ponta, existem empresas que se preparam para a implantação dos códigos, mas já o fazem diante de uma tecnologia praticamente ultrapassada, uma vez que o RFID é mais avançado.
Observo que existem muitas dúvidas quanto a funcionalidade dos tag´s, porém as empresas que acreditarem e saírem na frente terão, em termos de competitividade, um diferencial importante.
A tecnologia está disponível, e pelo menos deve ser vista como um plano piloto para adequação e verificação da aplicabilidade real em cada segmento.
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LOGÍSTICA BASEADA NO TEMPO
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A combinação entre a Administração da Cadeia de Suprimentos e a Logística Baseada no tempo pode oferecer às empresas uma grande oportunidade de aumento nos lucros. Ao contrário do que tentava demonstrar uma famosa fábula, onde a tartaruga ganha uma corrida disputada com uma lebre, pela sua persistência na lentidão, na competição do mundo dos negócios da atualidade esta política não terá grande valia. Com a competitividade acelerada pela globalização, é de conhecimento de todos que colocar os produtos para os clientes mais rápido do que a concorrência fará a empresa melhorar sua posição competitiva.
Claramente, a logística tem um papel fundamental na movimentação mais rápida de bens para o seu destino. No entanto, esta velocidade envolve muito mais do que apenas entregas rápidas. Fundamentalmente, envolve eliminação de perdas em toda a cadeia de suprimentos, desde a tomada do pedido até a disponibilização do mesmo ao cliente. E a administração efetiva da cadeia de suprimentos desempenha um papel fundamental para que estes objetivos sejam alcançados.
Isto porque ao invés de tratar as funções como atividades discretas, a administração da cadeia de suprimentos as considera interdependentes, e por isso é capaz de revelar quais as possíveis conseqüências que uma ação isolada pode trazer a todo sistema.
A IMPORTÂNCIA DA VELOCIDADE
Por que é tão importante disponibilizar produtos para os clientes rapidamente? A agilidade em colocar produtos no mercado é um fator vital para o aumento das vendas. A principal vantagem diz respeito à diferença de tempo entre a sua entrada no mercado e a de seu concorrente. Se você puder estar primeiro, é provável que consiga mais pedidos e maior participação no mercado. Para analisarmos esta questão basta nos colocar no lugar do consumidor. Se você, como consumidor, encontrasse no mercado dois produtos aparentemente iguais, um imediatamente disponível e o outro em apenas uma semana, qual escolheria? Se ainda esta velocidade for posteriormente vinculada a um serviço confiável, sua empresa ganhou uma ferramenta poderosa para ganhar negócios e aumentar o "Market Share".
A visão quanto a eficácia da velocidade aplicada à colocação de produtos no mercado parece ter ficado clara. Mas as vantagens não param por aí. Podemos analisar também a eficiência dessa estratégia.
Colocar produtos mais rapidamente no mercado pode oferecer vantagens de custo para sua organização. Isto porque alcançar uma disponibilidade mais rápida para o cliente exige que as empresas reduzam o número de vezes que o produto é manuseado e geralmente resulta em uma significativa redução no inventário. Isto não apenas reduz o tempo do ciclo, mas também os custos.
É freqüente encontrarmos gerentes de logística entretidos com preocupações no sentido de melhorar o serviço ao cliente, melhorar o atendimento, atender rapidamente as necessidades dos clientes, melhorar a qualidade do produto ou serviço, ou aumentar a disponibilidade do produto. Embora apenas uma destas preocupações mencione velocidade, na prática, a logística baseada no tempo exerce importante papel em todas. Tanto serviço ao cliente quanto atendimento, por exemplo, implicam disposição para solucionar os problemas dos clientes, e rapidamente. Disponibilidade do produto depende da habilidade da manufatura e logística fluírem os produtos pela cadeia no menor tempo. Finalmente, os clientes consideram a entrega rápida e confiável um fator importante da qualidade do serviço.
EFEITO DOMINÓ
Empresas que desejam melhorar sua posição competitiva reduzindo seu ciclo do pedido à entrega estão considerando a administração da cadeia de suprimentos para ajudá-los a alcançar esta meta. Como a "Supply Chain Management" abrange todos os processos envolvidos na produção e entrega de um produto ao consumidor, este oferece a oportunidade de identificar gargalos que podem tornar as atividades lentas ao longo de toda cadeia de suprimentos.
Esta questão é facilmente ilustrada se colocarmos o exemplo de uma montadora de automóveis fictícia que se dispõe a montar carros sob encomenda para entrega em uma semana. Tudo poderia correr bem a não ser pelo fato de que o fornecedor de assentos não tem capacidade ou flexibilidade para produzir assentos numa seqüência de cores variável. Este fato isolado faz com que a habilidade da montadora em oferecer este tipo de serviço seja prejudicada. Inevitavelmente, tais problemas afetarão a entrega ao cliente final, como um efeito dominó, onde o problema no início da cadeia traz conseqüências ao seu final.
No entanto esta questão pode ser bastante melhorada quando utilizamos uma visão de trás para frente na cadeia, ou a visão de "Puxar" a cadeia, onde a demanda do cliente orienta as atividades necessárias para atendê-la, desde o fornecedor da matéria-prima até o produto final.
FLUXO DE INFORMAÇÃO
Para o projeto de uma cadeia de suprimentos, deve-se levar em conta benefícios a todos os participantes. No entanto para que isso aconteça, é necessário que a informação que flui entre as partes na cadeia seja de excelente qualidade, oportuna e relevante. E estas informações devem estar relacionadas ao fluxo de materiais. Isto por que se a intenção é ter tempos de ciclo curtos, é necessário que as atividades tendam para uma sincronização entre clientes e fornecedores, e esta sincronização depende fundamentalmente do fluxo de informações.
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MEU PRODUTO NÃO CHEGOU !
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Não é possível ! Eu efetuei o despacho do seu pedido conforme combinado e se for o caso posso lhe transmitir o número do CONHECIMENTO, que comprova o tipo de transporte utilizado e data de embarque. Será que o trecho acima pode ser verdadeiro e exime o embarcador da responsabilidade quanto ao atendimento de um pedido ou uma solicitação de compra, entendendo que, uma vez que o pedido foi entregue a um meio de transporte sua parte está concluída?
Ainda hoje podemos observar que alguns fornecedores não se preocupam com a seqüência da venda, perdem o contato com meio de transporte utilizado e este por sua vez, quando questionado, por falta de estrutura, ou ainda por deficiência dos meios a qual depende para concluir a prestação de serviço, não reporta o cliente embarcador com um fluxo de informação adequado a necessidade de um tempo em que o custo do inventário é tido com extrema seriedade. Empresas embarcadoras e compradoras evitam o custo de estoque comprando somente o necessário para atendimento ao cliente, seja com a chamada compra casada ou com determinado produto que irá compor uma venda maior.
Com prazos estreitos, em virtude da falta de estoque para atendimento imediato, o embarcador ou recebedor precisam estar atentos ao tipo de carga que será despachada além de prazo adequado à necessidade, nível de serviço e o fluxo de informação para aí sim escolher o modo de transporte que interferirá diretamente no atendimento do cliente ou com uma troca direta de nota, no cliente do cliente. Optar por um meio preparado e adequado comercialmente não é o suficiente para garantir o sucesso da operação, ajuda mas não define. Se falarmos em importação ou exportação o assunto torna-se ainda mais complexo pelo modo com que a compra possa ser efetuada indo de encontro ao conhecimento pleno dos Incoterms (Termos Internacionais de Comércio).
No nosso território, por ser essencialmente rodoviário, visto que, o sucateamento da malha ferroviária no decorrer dos anos em benefício do rodoviário por ser mais rápido, situação que só será reparada no decorrer do tempo em decorrência do aporte financeiro que esta sendo feito pelas concessionárias, e o não aproveitamento dos nossos rios e portos, nos deixa praticamente com apenas dois modais de transporte. Fato que, para produtos de baixo valor agregado, o modal aéreo é considerado caro pelo usuário que atendende perfeitamente as necessidades de urgência pela rapidez ou pela falta de opção em virtude do tempo de vida de determinados produtos, neste caso independe seu valor. Embora enfrentemos diariamente estes meios de transporte, como compradores de serviço, pagamos pela falta de estrutura de algumas empresas e muito mais no uso de portos, aeroportos, terminais ferroviários ou estradas.
Projetar o abastecimento ou o atendimento do cliente requer planejamento da cadeia, conhecimento do modo de transporte e suas adversidades, para tanto a instituição de um parceiro neste setor, que atenda todo o ciclo, pode minimizar o custo total, até porque, quando este parceiro tem na sua missão o comprometimento com a qualidade em benefício do cliente, desenvolverá em função de uma demanda determinada, um projeto logístico que atenda as expectativas do comprador, mas sem a menor dúvida, existirá o risco para o fornecedor de transporte quando assegurar 100 %, ao cliente, que não ocorrerá atraso na entrega, porque além da estrura para atendimento das necessidades do segmento que são imperativas, não podemos esquecer, pelo menos por enquanto, que estes modais são dependentes de tecnologia e que por melhor que estejam preparados corremos o risco de perguntar "onde está o meu volume ? ".
Todavia existe grande conscientização no seguimento de transporte quanto a necessidade de aperfeiçoar cada vez mais através da aquisição de novas tecnologias, de melhor profissionalização treinando e reciclando seus colaboradores, contribuindo para decisões em estâncias municipais, estaduais e federais a partir de seus sindicatos e organizações preocupadas com o desenvolvimento que inevitavelmente passa pelo segmento de transporte.
A tendência é que empresas de transporte, independente do modal, venha a absorver os pequenos ou formar parcerias com os grandes, reestruturando o setor como operadores logístico, tendo como conseqüência a diminuição da concorrência com as empresas despreparadas, senão pela absorção será pelo nível de exigência do mercado que não admite mais o improviso.
Esta compreensão do imprescindível fortalecerá o meio permitindo enfrentar a concorrência com operadores logístico que estão se instalando no país trazendo forte know-how, elevado nível de profissionalismo e investimento.
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